É que eu sou toda uma sobrecarga emocional, meu bem. A minha superfície parece calma a quem olha de longe, mas minhas águas escondem ondas tempestivas. Sou toda uma ilusão de ser e quem mergulha em minhas dores, sempre acaba se afogando. Porque não há ancora que me tire do abismo que me prende, não há colete salva-vidas que suporte todo esse meu sentimento em represa. Não há quem permaneça vivo junto a toda essa minha briga interior, não há quem ature as minhas turbulências de ser várias e continuar sendo uma só. Ora sou calmaria, ora sou tempestade. Mas meu oceano é sempre o mesmo, entende? Eu evaporo quando me quebro, e me refaço quando sou chuva. Transbordo quando o meu mundo se torna pequeno, e me torno raso quando a imensidão me sufoca.
Navegar em minhas águas é quase suicídio.  (via jornalismo-surreal)

(Source: voeidemim)